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Energia Solar

Por que a conta de luz não zera com energia solar

Taxa mínima, demanda contratada, Fio B e a quadra chuvosa: o que continua na conta depois que as placas começam a gerar, e por que dizemos isso antes da proposta.

Vista aérea de módulos fotovoltaicos instalados no telhado de uma residência com piscina

Resposta rápida

Energia solar reduz muito a conta de luz, mas não zera. Mesmo com o sistema gerando bem, continuam a taxa mínima da Enel, a contribuição de iluminação pública e, para quem conectou o sistema a partir de 2023, uma parte do custo de uso da rede. Empresas em média tensão pagam ainda a demanda contratada.

Proposta de conta zero está errada

Se alguém prometeu zerar a sua conta, desconfie da proposta inteira. Dizemos o que continua na conta antes de você investir, e o estudo já desconta tudo isso.

A taxa mínima continua

Quem está ligado à rede paga um valor mínimo pela disponibilidade dela, o custo de disponibilidade. Ele equivale ao consumo de 30 kWh na ligação monofásica, 50 kWh na bifásica e 100 kWh na trifásica. A contribuição de iluminação pública, cobrada pela prefeitura na mesma conta, também continua.

Empresas: a demanda não cai

Empresas atendidas em média tensão pagam duas coisas: a energia consumida, em kWh, e a demanda contratada, em kW, que é a capacidade reservada para elas na rede. A energia solar reduz o consumo, não a demanda. Para baixar a demanda, o caminho é outro: rever o contrato com a Enel ou cortar os picos, por exemplo com baterias.

Uma parte da energia devolvida paga o uso da rede

A tarifa tem duas partes: a energia em si e o uso da rede. Dentro do uso da rede está o Fio B, que remunera a distribuidora pelos fios, postes e transformadores. Pela Lei 14.300, quem pediu a conexão a partir de 7 de janeiro de 2023 paga uma parte do Fio B sobre a energia que manda para a rede e usa depois como crédito. Essa parte cresce ano a ano: em 2026, são 60%.

A energia que você usa na hora em que as placas geram não entra nessa cobrança. Detalhamos a regra em Lei 14.300 e o Fio B.

Na chuva o sistema gera menos

No Ceará, a quadra chuvosa, no primeiro semestre, traz mais nuvens e menos geração. Por isso o sistema é dimensionado pela média do ano: a sobra dos meses de sol vira crédito, que vale por 60 meses, e cobre os meses fracos. Em alguns meses a conta vem um pouco maior, em outros menor.

Então quanto cai?

O que cai é a parte de consumo, que é a maior parte da conta. No exemplo da nossa calculadora, uma conta de R$ 600 numa casa em Eusébio cai para cerca de R$ 200, e o investimento se paga em pouco mais de 3 anos. Para o seu caso, use a calculadora de economia ou envie a sua conta para o estudo.

Saiba quanto a sua conta cai de verdade.

Envie a sua conta de luz e receba o estudo com a economia real, já descontado o que continua na conta.

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